Nota do Diretório Acadêmico de Medicina
Desde o início do ano, recebemos a notícia de que o Conselho Universitário da UFBA (CONSUNI) irá decidir acerca da gestão direta do HUPES pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A EBSERH é uma empresa pública de direito privado, criada através da Lei 12.550, que tem como objetivo gerir a todos os Hospitais Universitários (HUs) do país, atualmente quarenta e quatro. Diante dessa
perspectiva, os estudantes de saúde da UFBA, articulados por meio do Fórum Acadêmico de Saúde (FAS) começaram a se debruçar sobre o tema, discutindo os principais aspectos da Lei em suas reuniões.
Paralelamente a esse processo, o CONSUNI trás a pauta para os conselheiros na reunião do dia 28 de fevereiro e tira uma comissão para estudar o tema e levar um parecer para o conselho. O FAS começou a se articular para participar das reuniões da comissão e, juntamente, as suas próprias discussões, foi forjando um posicionamento contrário à adesão do nosso HU à empresa, embora reconhecesse a importância de o debate ser fomentado na UFBA para que os estudantes, professores e servidores dos diversos cursos pudessem tomar conhecimento da situação. A representação da categoria dos servidores, a ASSUFBA realizou assembleias e posicionou-se contrária a EBSERH, pelas precárias condições de trabalho em que passarão a ser submetidos seus trabalhadores na passagem para a instabilidade do CLT.
Nesse ínterim, o FAS realizou um plebiscito com a finalidade de avaliar o conhecimento da comunidade acadêmica sobre a EBSERH e o resultado mostrou claramente o quanto a questão ainda precisava ser debatida e fomentada na UFBA, visto ser um assunto que acarretará em muitas repercussões no futuro do nosso HU, na formação acadêmica dos estudantes de saúde e na atenção a saúde da comunidade usuária do hospital.
Com o processo de greve geral da UFBA a pauta começou a ser difundida entre os estudantes por meio de sua discussão nas reuniões do comando de greve discente, bem como entre os professores e servidores. Os três comandos de greve tiraram um posicionamento contrário a EBSERH. Diversos debates e aulas públicas foram realizados não apenas nas unidades de saúde, mas também entre os cursos de humanas e foi fomentado que as congregações discutissem essa pauta antes da votação chegar ao Conselho Universitário. Em Medicina, como parte das mobilizações da greve estudantil, foi realizado um ato de Abraço ao HUPES, no qual as condições precárias do HU foram questionadas e que resultou numa audiência com a Reitoria, onde a EBSERH foi colocada pela direção como a única opção possível para a resolução dos problemas do hospital, sem levar em consideração o posicionamento da 14ª Conferência de Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, ambas as instâncias de participação popular do SUS e de diversas outras entidades como o Sindicato dos Médicos, Conselho Regional de Medicina da Bahia e Associação Baiana de Medicina.
Atualmente, estamos pautando que a Reitoria se comprometa a realizar o ciclo de debates na UFBA antes da votação da EBSERH no Conselho Universitário. Na última reunião, essa proposta foi trazida pelos estudantes, mas a diretoria do Conselho não permitiu que os conselheiros pudessem ao menos avaliar a sugestão estudantil. Infelizmente, no espaço de deliberação máxima da UFBA, a voz dos estudantes ainda tem sido sufocada, sobretudo quando vai de encontro ao interesse da Reitoria.
Em resposta à nossa movimentação e de forma antidemocrática, a Reitora marcou que na próxima terça-feira dia 18 de setembro, uma reunião extraordinária do CONSUNI para que a comissão responsável por dar o parecer aos conselheiros lesse o relatório de suas reuniões e já no dia 03 de outubro, seja feita a votação pela adesão ou não da EBSERH pela UFBA.
Nós estudantes precisamos nos unir para impedir que uma pauta tão importante para o futuro do nosso HU, seja decidida de forma antidemocrática, sem o devido debate. Nesse sentido, convocamos a todos os estudantes de Medicina a estarem presentes na terça para pressionarmos o conselho a se comprometer com a discussão. Nossa força é maior quando estamos juntos!
DAMED -UFBA
Paralelamente a esse processo, o CONSUNI trás a pauta para os conselheiros na reunião do dia 28 de fevereiro e tira uma comissão para estudar o tema e levar um parecer para o conselho. O FAS começou a se articular para participar das reuniões da comissão e, juntamente, as suas próprias discussões, foi forjando um posicionamento contrário à adesão do nosso HU à empresa, embora reconhecesse a importância de o debate ser fomentado na UFBA para que os estudantes, professores e servidores dos diversos cursos pudessem tomar conhecimento da situação. A representação da categoria dos servidores, a ASSUFBA realizou assembleias e posicionou-se contrária a EBSERH, pelas precárias condições de trabalho em que passarão a ser submetidos seus trabalhadores na passagem para a instabilidade do CLT.
Nesse ínterim, o FAS realizou um plebiscito com a finalidade de avaliar o conhecimento da comunidade acadêmica sobre a EBSERH e o resultado mostrou claramente o quanto a questão ainda precisava ser debatida e fomentada na UFBA, visto ser um assunto que acarretará em muitas repercussões no futuro do nosso HU, na formação acadêmica dos estudantes de saúde e na atenção a saúde da comunidade usuária do hospital.
Com o processo de greve geral da UFBA a pauta começou a ser difundida entre os estudantes por meio de sua discussão nas reuniões do comando de greve discente, bem como entre os professores e servidores. Os três comandos de greve tiraram um posicionamento contrário a EBSERH. Diversos debates e aulas públicas foram realizados não apenas nas unidades de saúde, mas também entre os cursos de humanas e foi fomentado que as congregações discutissem essa pauta antes da votação chegar ao Conselho Universitário. Em Medicina, como parte das mobilizações da greve estudantil, foi realizado um ato de Abraço ao HUPES, no qual as condições precárias do HU foram questionadas e que resultou numa audiência com a Reitoria, onde a EBSERH foi colocada pela direção como a única opção possível para a resolução dos problemas do hospital, sem levar em consideração o posicionamento da 14ª Conferência de Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, ambas as instâncias de participação popular do SUS e de diversas outras entidades como o Sindicato dos Médicos, Conselho Regional de Medicina da Bahia e Associação Baiana de Medicina.
Atualmente, estamos pautando que a Reitoria se comprometa a realizar o ciclo de debates na UFBA antes da votação da EBSERH no Conselho Universitário. Na última reunião, essa proposta foi trazida pelos estudantes, mas a diretoria do Conselho não permitiu que os conselheiros pudessem ao menos avaliar a sugestão estudantil. Infelizmente, no espaço de deliberação máxima da UFBA, a voz dos estudantes ainda tem sido sufocada, sobretudo quando vai de encontro ao interesse da Reitoria.
Em resposta à nossa movimentação e de forma antidemocrática, a Reitora marcou que na próxima terça-feira dia 18 de setembro, uma reunião extraordinária do CONSUNI para que a comissão responsável por dar o parecer aos conselheiros lesse o relatório de suas reuniões e já no dia 03 de outubro, seja feita a votação pela adesão ou não da EBSERH pela UFBA.
Nós estudantes precisamos nos unir para impedir que uma pauta tão importante para o futuro do nosso HU, seja decidida de forma antidemocrática, sem o devido debate. Nesse sentido, convocamos a todos os estudantes de Medicina a estarem presentes na terça para pressionarmos o conselho a se comprometer com a discussão. Nossa força é maior quando estamos juntos!
DAMED -UFBA
Nenhum comentário:
Postar um comentário